O Sirius, acelerador de partículas do CNPEM, aparece como marco de ciência em Campinas. O complexo, sob o viés de um estádio moderno, abriga pesquisas que vão de materiais supercondutores a proteínas de vírus, com acesso também a instituições como a USP.
Pesquisadores da USP já utilizam as instalações do CNPEM para avançar em diferentes frentes. No Instituto de Ciências Biomédicas, o foco está em novos fármacos contra a tuberculose, estudando proteínas da Mycobacterium tuberculosis para inibir enzimas essenciais.
O Sirius utiliza radiação de raios X de alta intensidade para observar a estrutura tridimensional de proteínas, por meio da difração de raios X. O método permite entender como as proteínas se organizam nos cristais, sem necessidade de colidir partículas.
No Laboratório Síncrotron, o objetivo é compreender a estrutura e as propriedades de materiais, comparando o Sirius a um grande microscópio de radiação. A diferença está na use de raios X em vez de luz visível.
Entre os temas estudados estão também supercondutores. A equipe busca entender mecanismos que possibilitem manter propriedades a temperaturas mais altas, conectando ciência básica a aplicações em materiais.
Outras linhas de pesquisa envolvem biociências. No Instituto de Biociências, o grupo de pesquisadores utiliza a radiação para elucidar proteínas de bactérias associadas à saúde humana e à agricultura, como defensas antioxidantes.
Um foco específico envolve a bactéria Xylella fastidiosa, causadora de doenças em laranjeiras. Estuda-se a proteína OHR para entender como inibi-la pode tornar as bactérias mais suscetíveis às defesas dos hospedeiros.
Os trabalhos contam com a participação de docentes, técnicos e alunos da USP, que colaboram com o LNLS e outras instituições para ampliar o alcance das pesquisas no CNPEM e no conjunto da região.
Entre na conversa da comunidade