A equipe liderada por Kevin Foster, da Universidade de Oxford, em parceria com Olivier Cunrath, da Universidade de Estrasburgo, publicou os resultados na revista Science. O estudo investiga como a diversidade de microrganismos no intestino pode impedir bactérias patogênicas.
Os cientistas conduziram testes in vitro e, em seguida, em camundongos com microbiota controlada desde o nascimento. Objetivo: entender quais combinações de bactérias benéficas competem com patógenos por nutrientes e espaço.
Descobertas iniciais e abordagem
Resultados mostraram que bactérias benéficas isoladas não barravam Salmonella enterica nem Klebsiella pneumoniae. A proteção apareceu ao inserir várias espécies simultaneamente, chegando a 50 tipos no mix.
A presença de Escherichia coli entre as espécies amigas foi crucial para evitar a multiplicação dos patógenos. A interação parece relacionada à partilha de recursos de produção de proteínas.
Mecanismo e implicações
Os pesquisadores analisaram o DNA das bactérias para entender quais proteínas eram produzidas. Observou-se sobreposição entre as exigências de produção de proteínas de benéficas e patogênicas, sugerindo competição por nutrientes.
Essa dinâmica de competição reforçada com mais espécies sugere que comunidades microbianas estruturadas podem atuar contra infecções difíceis de tratar. Os resultados abrem a possibilidade de projetar “fazendas de micróbios” no intestino para proteção personalizada.
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