Subir escadas pode reduzir mortalidade por doenças cardíacas, indicam pesquisas
Novas análises mostram que escolher as escadas em vez do elevador está associado a menor risco de morte por doenças cardíacas, derrame e ataque cardíaco. A meta-análise apresentada em conferência europeia avaliou 480 mil participantes ao longo de 12 anos.
Quem participou envolve adultos entre 30 e 80 anos, com dados sobre pressão arterial, tabagismo, colesterol e fatores genéticos. A equipe considerou hábitos de vida e frequência de subir escadas para medir o impacto na saúde cardiovascular.
Quantos degraus fazem diferença
Um estudo de 2023, publicado na revista Atherosclerosis, aponta que subir apenas cinco lances diários pode reduzir o risco de doença cardiovascular em cerca de 20%. Pesquisadores destacam queda de mortalidade entre quem mantinha o hábito.
Apesar dos resultados, especialistas ressaltam limitações do desenho observacional. Dados do UK Biobank permitem associações, não relação de causa e efeito entre subir escadas e menos eventos cardíacos.
Por que subir escadas ajuda
Doenças cardíacas respondem por cerca de 695 mil mortes anuais nos EUA. Atividades aeróbicas, como subir degraus, elevam a frequência cardíaca e reduzem pressão arterial, colesterol alto e riscos cardíacos, conforme estudos revisados.
Profissionais ressaltam que o esforço pode exigir equilíbrio e força, contribuindo também para a saúde das pernas, costas e densidade óssea em mulheres na pósmenopausa, além de potencial reduzir quedas.
Como incorporar no dia a dia
Especialistas recomendam incluir atividade aeróbica regular, visando 150 minutos semanais, com exercícios moderados. Subir escadas pode entrar nesse total, associando-se a caminhada rápida e treino de força leve.
Para quem busca planos práticos, destacam-se treinos simples de escadas: intervalos com variação de ritmo, circuitos com exercícios de calistenia e treinos de 10 minutos com pausas suaves.
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