Os Estados Unidos vão ampliar a proteção federal a todas as espécies de pangolins, aumentando o escopo para oito espécies conhecidas. A medida foi anunciada nesta segunda-feira (16) pelo Serviço de Pesca e Vida Selvagem dos EUA.
A proposta pretende estender o status de proteção já existente para o pangolim de Temminck da África a outras sete espécies. Entre elas estão quatro pangolins asiáticos e três africanos, incluindo o pangolim gigante.
A justificativa é a vulnerabilidade desses mamíferos, que possuem pele coberta por escamas de queratina e são alvo de caça para uso na medicina tradicional e como alimento em algumas culturas. A espécie africana Temminck está hoje protegida pela lei local, mas a nova proposta visa cobrir todas as espécies.
A ação busca reduzir o tráfico, já que o comércio de partes do pangolim persiste, apesar da proteção na convenção Cites. A Cites proíbe o comércio internacional com fins comerciais, permitindo apenas exceções em circunstâncias raras.
Segundo a agência, o movimento é parte de um esforço global para conter a população decrescente causada pela caça, pela perda de habitat e pela endogamia. A medida é apresentada como resposta a esse cenário de risco de extinção.
Dados de autoridades alfandegárias indicam que o tráfico permanece ativo. De 2016 a 2020, foram interceptadas 76 remessas de partes de pangolim nos EUA, incluindo escamas e produtos para a medicina tradicional, destacando a continuidade do desafio.
Ações internacionais também aparecem em relatos de 2023. Em abril, autoridades nigerianas apreenderam quase quatro toneladas de escamas, correspondentes a cerca de 2 mil animais mortos. Em novembro, a Indonésia bloqueou 1,2 tonelada de material relacionado ao pangolim.
Especialistas ressaltam que a demanda no mercado americano impulsiona o tráfico global. Organizações ambientais enfatizam a necessidade de reduzir qualquer demanda por escamas e carnes de pangolim para acelerar a proteção dessas espécies.
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