A solidão é um problema de saúde pública crescente, conforme discutido no Congresso Brain 2024, realizado no Rio de Janeiro. Especialistas, como o psiquiatra Thyago Antonelli-Salgado, destacam a importância das conexões sociais desde a infância, enfatizando que a solidão pode ser um sinal de que precisamos nos conectar.
O cirurgião-geral dos Estados Unidos, Vivek Murthy, em seu livro *Together: The Healing Power of Human Connection in a Sometimes Lonely World*, reforça que a sobrevivência humana depende da capacidade de formar laços sociais. Estudos recentes mostram que a solidão está associada a riscos elevados de doenças cardiovasculares, demência e até morte prematura, com impactos comparáveis ao tabagismo.
Durante o congresso, foi abordada a diferença entre isolamento social e solidão. O isolamento refere-se à quantidade de relações sociais, enquanto a solidão é a percepção de não ter conexões suficientes. Essa discrepância pode levar a um sentimento de exclusão, mesmo em ambientes sociais.
A solidão, embora possa ser temporária e até adaptativa, torna-se problemática quando crônica. Antonelli-Salgado observa que a Revolução Industrial e a cultura individualista contribuíram para o aumento da solidão. A tecnologia, ao facilitar a sobrevivência sem grupos sociais, pode intensificar a sensação de desconexão.
Pesquisas em andamento com mais de 8 mil pacientes revelam fatores de risco e proteção relacionados à solidão. A atividade física surge como um dos principais protetores, promovendo interações sociais e melhorando a saúde mental. A promoção de conexões sociais deve começar na infância, com ensinamentos sobre a importância de relacionamentos saudáveis para uma vida de qualidade.
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