Funcionários da NSF denunciam cortes orçamentários
Recentemente, 150 funcionários da Fundação Nacional de Ciências dos EUA (NSF), liderados por Jesús Soriano, assinaram uma carta aberta alertando sobre cortes de 56% no orçamento da instituição. Os signatários afirmam que essas reduções podem paralisar a pesquisa científica nos Estados Unidos, afetando diretamente a inovação e o desenvolvimento tecnológico.
A NSF, com um histórico de 75 anos de financiamento a pesquisas que resultaram em inovações como a internet e a edição genética, é responsável por 80% do financiamento em engenharia e ciência da computação. Os cortes orçamentários, promovidos pela administração Trump, já resultaram na demissão de mais de 200 funcionários, criando um clima de medo e insegurança entre os trabalhadores.
Impacto nas pesquisas
Os funcionários denunciam um desmantelamento sistemático da NSF, com cortes que superam 70% em áreas como biologia, engenharia e educação científica. Soriano, que atua na NSF desde 2012, destaca que a situação atual pode levar à perda de talentos essenciais e ao enfraquecimento da pesquisa científica nos EUA. Ele ressalta que a NSF apoia mais de 350.000 pessoas em suas atividades.
Além disso, a administração tem pressionado a NSF a cancelar financiamentos a instituições renomadas, como a Universidade de Harvard, sem justificativas claras. A carta aberta foi enviada a membros do Congresso, buscando proteção legal para os funcionários contra represálias.
Reações e consequências
A situação na NSF reflete um clima de censura e sabotagem institucional, segundo os trabalhadores. Se os cortes não forem revertidos, alertam que os EUA podem perder sua posição de liderança científica para países rivais, como a China. A NSF, que possui um orçamento anual de 9 bilhões de dólares, já enfrentou a suspensão de mais de 1.600 subsídios concedidos, o que compromete investimentos anteriores.
Os funcionários exigem que a NSF mantenha sua independência e que os fundos retidos sejam liberados. A pressão sobre a agência se intensificou, com outros órgãos, como a NASA e os Institutos Nacionais de Saúde, também emitindo cartas semelhantes em protesto contra as políticas da administração atual.
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