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Novas tecnologias ampliam a captura de carbono na luta contra o aquecimento global

Novas tecnologias de captura de carbono podem ser decisivas na redução de emissões, mas financiamento e políticas adequadas são essenciais para sua implementação

O equipamento DAC 300TA, que opera desde novembro e tem capacidade de capturar até 300 toneladas de CO2: iniciativa é uma parceria da Repsol Sinopec Brasil com a PUC-RS — Foto: Divulgação
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Enquanto muitos países ainda não atualizaram suas Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs) para redução de emissões de gases do efeito estufa, novas tecnologias de captura, utilização e armazenamento de carbono (CCUS) estão sendo desenvolvidas. Essas inovações, que serão discutidas na COP30 em Belém, podem ser cruciais na luta contra o aquecimento global, especialmente em setores industriais como aço e cimento.

Dados da Agência Internacional de Energia (IEA) apontam que existem 959 projetos de CCUS em diversas fases ao redor do mundo, incluindo iniciativas no Brasil. O país possui um potencial de captura de mais de 190 milhões de toneladas de CO₂ por ano, o que representa 8,3% das emissões nacionais de gases estufa em 2023. Isabela Morbach, diretora da CCS Brasil, destaca que a capacidade de armazenamento geológico no Brasil é alta, mas a falta de incentivos públicos e um mercado de carbono efetivo dificultam a implementação de mais projetos.

Na Noruega, o governo anunciou um subsídio de R$ 12,2 bilhões para o programa Longship, que visa armazenar 5 milhões de toneladas de CO₂ sob o mar. Morbach ressalta que, apesar do ceticismo em relação às tecnologias de CCUS, é essencial que haja políticas que integrem diferentes soluções para a mitigação das mudanças climáticas.

O custo da captura de carbono varia entre US$ 50 e US$ 400 por tonelada, dependendo do tipo de indústria e das características do subsolo. Embora o número de projetos esteja crescendo, muitos ainda aguardam investimentos. Rodrigo Spuri, da The Nature Conservancy, enfatiza que a redução das emissões deve incluir a restauração florestal, que é mais barata, mas que as tecnologias de CCUS podem complementar esses esforços.

No Brasil, a Repsol Sinopec, em parceria com a Pontifícia Universidade Católica, está testando um sistema de captura de CO₂ do ar, enquanto a FS planeja iniciar a construção de uma unidade de captura em sua fábrica de etanol, com um investimento de R$ 550 milhões. A startup DeCARB também busca financiamento para desenvolver uma solução inovadora que utiliza material orgânico para captura de carbono.

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