Google divulgou que uma consulta típica ao seu aplicativo Gemini consome cerca de 0,24 watt-horas de eletricidade, equivalente a um segundo de funcionamento de um micro-ondas. Embora esse número pareça baixo, especialistas alertam que ele não reflete o consumo total de energia das consultas, especialmente aquelas que envolvem imagens e vídeos.
A análise de Jeff Dean, cientista-chefe da Google, indica que a empresa optou por divulgar dados apenas sobre consultas de texto, pois são as mais utilizadas. No entanto, a falta de informações sobre o consumo energético de consultas mais complexas, como as que geram imagens, levanta preocupações. Estudos anteriores sugerem que essas consultas podem demandar significativamente mais energia.
Outro ponto crítico é a ausência de dados sobre o total de consultas diárias realizadas no Gemini. A Google não revelou esse número, o que dificulta a avaliação do impacto total do aplicativo no consumo energético. Em comparação, a OpenAI informou que o ChatGPT recebe 2,5 bilhões de consultas diariamente, resultando em um consumo anual estimado de 300 gigawatt-horas, o que equivale ao consumo de quase 30 mil residências nos EUA.
Além disso, a presença da inteligência artificial se estende além de chatbots, afetando diversas áreas do cotidiano, como resumos automáticos em buscas e funcionalidades em aplicativos de mensagens. A estimativa da Google se limita ao Gemini, deixando de fora outras aplicações que utilizam IA.
Por fim, a crescente demanda por energia gerada pela IA é uma preocupação significativa. Projeções indicam que, até 2028, a inteligência artificial poderá representar um consumo de 326 terawatt-horas de eletricidade nos EUA, resultando na emissão de mais de 100 milhões de toneladas de dióxido de carbono.** A transparência nas informações sobre o consumo energético é essencial para entender o impacto dessa tecnologia nas comunidades e na infraestrutura energética.
Entre na conversa da comunidade