Regras de segurança nos aeroportos dos EUA estão passando por mudanças significativas. Após quase 20 anos de rigor, a Administração de Segurança dos Transportes (TSA) anunciou que passageiros não precisarão mais tirar os calçados durante a triagem. Essa alteração foi implementada no mês passado e representa um passo importante na revisão das normas de segurança.
Além disso, as autoridades estão considerando aumentar o limite de líquidos permitidos na bagagem de mão, atualmente restrito a frascos de até 100 ml. Embora ainda não haja um cronograma definido para essa mudança, Adam Stahl, administrador interino adjunto da TSA, destacou que a flexibilização é uma “prioridade enorme” para a secretária de Segurança Interna, Kristi Noem.
Novas Iniciativas
A TSA também lançou um programa piloto que permite que alguns viajantes internacionais em conexão evitem a triagem durante a escala, começando com voos selecionados de Londres. Essa iniciativa visa melhorar a experiência do passageiro, especialmente com a expectativa de um aumento no fluxo de viajantes durante eventos como a Copa do Mundo de 2026 e as Olimpíadas de 2028.
A revisão das regras de segurança ocorre em um contexto de avanços tecnológicos que permitem uma abordagem mais eficiente. Stahl afirmou que a TSA está se tornando “mais focada e inovadora”, incorporando tecnologia para melhorar a segurança sem comprometer a fluidez das viagens.
Impacto das Mudanças
As novas diretrizes podem aliviar os incômodos enfrentados pelos passageiros, que frequentemente se sentiam frustrados com as exigências de segurança. A mudança na política de calçados alinha os EUA a práticas já adotadas em outros centros de aviação globais, como a União Europeia e Dubai.
Embora as regras sobre calçados e líquidos tenham sido implementadas em resposta a ameaças terroristas após os ataques de 11 de setembro, especialistas em segurança acreditam que a modernização dos procedimentos é necessária. A TSA está avaliando a implementação de máquinas de tomografia computadorizada, que podem detectar ameaças de forma mais eficaz, como parte de suas futuras estratégias de segurança.
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