Na comemoração do Dia Mundial de Combate à AIDS, nesta segunda-feira, foram apresentados dados globais e nacionais sobre o HIV e o papel da igreja no acolhimento e na educação sobre a doença. O boletim aponta que o Brasil mantém uma das maiores redes de prevenção e tratamento do mundo, mas o preconceito persiste, impactando pacientes e famílias. Estudos destacam a necessidade de informações seguras e apoio pastoral.
Papel da igreja no enfrentamento
Especialistas mostram como lideranças religiosas podem atuar como acolhimento e disseminação de informação responsável. Ações sugeridas incluem buscar informações confiáveis, oferecer apoio emocional, sem discriminação e respeitar o sigilo dos fiéis que vivem com HIV. A orientação enfatiza a importância do cuidado com a dignidade humana e da promoção de inclusão nos ministérios.
Dados recentes mundialmente
Globally, 40,8 milhões vivem com HIV; 1,3 milhão de novas infecções em 2024 e 630 mil mortes relacionadas à AIDS no mesmo ano. Cerca de 31,6 milhões recebem tratamento antirretroviral. A supressão viral atinge 73% entre os atendidos, e 5,3 milhões desconhecem o próprio diagnóstico.
Dados recentes no Brasil
No Brasil, desde 1980 já foram registrados 1.165.599 casos. Em 2023, houve 46.495 novos diagnósticos, com 70,7% deles em homens. A faixa mais atingida é 20 a 29 anos, e 63,2% dos casos são entre pessoas pretas ou pardas. Acompanham 96% já diagnosticados, 82% em tratamento e 95% com carga viral controlada. Em 2024, houve cerca de 109 mil usuários de PrEP.
Caminhos e práticas recomendadas
Medidas propostas incluem promover educação sobre prevenção, reforçar que quem vive com HIV pode ter vida plena com tratamento adequado e manter sigilo quando necessário. Ações de liderança concentram-se em reduzir o preconceito, incentivar a participação em ministérios e integrar a mensagem de cuidado e compaixão à prática religiosa.
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