A pesquisa, publicada na Science Advances, apresenta uma estratégia adesiva bioiral que impede a fibrose em interfaces de dispositivos bioeletrônicos conectados a nervos periféricos por até 12 semanas. O estudo mostra que adesivar eletrodos a nervos como occipital, vago, peroneal profundo, ciático, tibial e peroneal comum mantém interfaces não fibrosadas, potencializando a longevidade e a eficácia do tratamento.
A equipe de MIT, liderada por Xuanhe Zhao e Hyunmin Moon, desenvolveu um adesivo biofuncional que evita a infiltração de células imunes na interface dispositivo-tecido. Em modelos pré-clínicos, o dispositivo aderido manteve regulação estável da pressão arterial por longos períodos sem uso de droga, com quatro semanas de monitoramento contínuo após a implantação inicial.
A pesquisa destaca que, após 12 semanas de estimulação nervosa, houve apenas atividade macrófaga mínima e deposição reduzida de actina lisa e colágeno ao redor do dispositivo aderido. Bastien Aymon, coautor, ressalta que interfaces imunes intactas após meses de implantação são promissoras para futuras aplicações clínicas.
Segundo Hyunmin Moon, a abordagem se inspira na acupuntura tradicional: o nervo peroneal profundo está ligado a pontos de pressão relacionados à hipertensão. A equipe sugere que a plataforma adesiva pode ampliar tratamentos de hipertensão refratária, reduzindo efeitos colaterais associados a métodos tradicionais de estimulação.
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