O pesquisador Dakota Cary, da SentinelOne e do Atlantic Council, identificou ligações entre o grupo Salt Typhoon e proprietários de empresas ligadas a ataques divulgados nos EUA. A análise aponta possível formação cruzada entre treinamento e operações de hacking.
Segundo Cary, dois proprietários parciais de firmas associadas ao Salt Typhoon aparecem em registros de universidades como ex-alunos da Cisco Networking Academy Cup. As identidades citadas são Qiu Daibing e Yu Yang. A associação envolve também participações em empresas de tecnologia ligadas ao grupo.
As informações surgem após o alerta de agências americanas de segurança que vinculou Salt Typhoon a invasões a dispositivos Cisco e à obtenção de credenciais para movimentação lateral em redes. A Cisco não reconhece falhas em seu programa educacional.
Contexto e respostas oficiais
A Cisco afirma que a Networking Academy é um programa de formação contínua, aberto a quem desejar aprender. Em nota, a empresa disse ter educado mais de 28 milhões de estudantes em 190 países desde 1997, com foco em habilidades digitais básicas para tecnologia.
Cary sustenta que a investigação não aponta falhas no programa, mas evidencia um desafio de formação global. O pesquisador destaca que, em um mercado com tecnologia amplamente acessível, futuros ofensivos podem emergir de treinamentos que visam fundamentos de redes e segurança.
Os nomes de Qiu Daibing e Yu Yang aparecem em documentos que ligam as firmas de Salt Typhoon a vulnerabilidades exploradas. Além disso, mostram participação societária em Beijing Huanyu Tianqiong Information Technology e Sichuan Zhixin Ruijie Network Technology, conforme o levantamento.
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