Delhi vive temporada de Diwali com episódios de poluição que elevam a qualidade do ar a níveis perigosos. O smog atinge a população há anos, com agravamento recente durante festas, e afeta quem permanece na cidade mesmo após o fim das celebrações.
Dados de monitoramento mostram índice de qualidade do ar (AQI) acima de 300 em vários dias desde outubro, superando amplamente o teto considerado seguro. Leves de leitura ultrapassam 500 em plataformas internacionais, enquanto o aplicativo oficial brasileiro marca até 500.
O que está em jogo envolve pessoas com doenças respiratórias e cardíacas, além de trabalhadores expostos a emissões industriais, veículos, aquecimento residencial e construção. Estudos apontam que o problema é estrutural e não sazonal.
Em Delhi, a região metropolitana concentra poluentes como partículas finas PM2,5, com concentrações elevadas em Ghaziabad, Noida e cidades vizinhas, segundo o CREA. A tendência mostra leitura constante de poluição emitida localmente e por fontes transfronteiriças na região.
Profissionais de saúde recomendam medidas de proteção, incluindo remoção temporária da cidade para grupos sensíveis. Governos locais apontam dificuldades para ampliar a rede de monitoramento com custos elevados.
A poluição na região sul-asiática é marcada por fontes diversas: queima de biomassa residencial, emissões industriais, veículos, incêndios florestais e quebras sazonais de meteorologia. A circulação de poluentes entre países agrava o desafio.
Estudos internacionais indicam que Bangladesh, Índia, Nepal e Paquistão figura entre os países com maiores concentrações de PM2,5. A piora das condições alimenta debates sobre governança ambiental e planos nacionais de qualidade do ar.
Esforços para uma abordagem regional destacam a necessidade de planos nacionais robustos, financiamento estável e monitoração mais ampla. Países já possuem mecanismos locais, mas a coordenação entre setores permanece insuficiente.
No fim do texto, persiste a necessidade de ações estruturais para reduzir emissões veiculares, industriais e de energia, assim como melhorias de monitoramento, fiscalização e transparência de dados. A pandemia climática continua impondo riscos significativos à população.
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