O Brasil perde 37,8% da água tratada na distribuição, segundo o Instituto Trata Brasil de 2024. Parte significativa é causada por vazamentos em redes diversas, com o Amapá registrando 71,7% de perdas. Em parte, desvios e medição incorreta também elevam o índice.
A parceria entre a Sabesp e a Unesp, iniciada há anos, resultou em detectores de canos quebrados de menor custo e em uma bancada de simulação de vazamentos. Esses avanços já geraram versões nacionais de correlacionadores, mais acessíveis e testáveis em bancada virtual.
O segundo marco é o desenvolvimento do LOCVAS, detector de superfície não invasivo. O protótipo conceitual está previsto para 2026, com patentes em andamento e busca por parceiros fabricantes. O objetivo é ampliar o arsenal de identificação de vazamentos sem contato direto com a tubulação.
Evolução da parceria Sabesp e Unesp
A colaboração envolve o engenheiro Fabrício César Lobato, da FEB-Unesp em Bauru, e Michael Brennan, hoje na Unesp de Ilha Solteira. Financiamento via Fapesp tem guiado pesquisas, com foco em sensores acessíveis e calibração inovadora.
Correlacionadores e bancada de testes
Os equipamentos existentes custam cerca de 300 mil reais e dependem de mão de obra qualificada. A bancada de simulação permite testar vazamentos reais em rede hipotética, avaliando desempenho de diferentes detectores sem sair do laboratório.
LOCVAS: detector não invasivo
O LOCVAS visa captar vibrações transmitidas pelo solo para localizar vazamentos. Pode usar 2 a 8 sensores na superfície, funcionando como um sistema de localização semelhante ao GPS, com sinais sonoros indiretos.
Próximos passos e impactos
A equipe planeja publicar resultados adicionais e consolidar o protótipo conceitual em 2026. Patentes já estão em submissão pelo INPI. A expectativa é integrar o sensor não invasivo ao conjunto de ferramentas da Sabesp e de outras companhias de água, ampliando a detecção precoce e reduzindo perdas.
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