A baleia-pata-norte-atlântica teve mais partos neste inverno, mas a população continua vulnerável à extinção. A espécie, com cerca de 384 indivíduos estimados, mostra leve recuperação após anos de queda, segundo estudos de cientistas.
Foi confirmado pela National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA) que 15 cetáceos nasceram neste inverno no sudeste dos EUA, antes de migrar para o norte buscar alimentação. O número é superior a dois dos últimos três invernos.
Apesar do avanço, especialistas ressaltam que a espécie precisa de cerca de 50 filhotes por ano por muitos anos para frear a tendência de declínio e permitir restauração da população. Ameaças persistem: colisões com navios e emaranhamento em redes de pesca.
Desafios e proteção
O grupo Oceana afirma que o avanço é encorajador, mas não suficiente. O governo federal mantém uma moratória sobre regras de proteção até 2028, enquanto a indústria pesqueira busca ampliar o intervalo de pausa. A NOAA destaca que a proteção mais robusta é essencial para reduzir mortes.
A NOAA lembra que, mesmo com o aumento de filhotes, a reprodução é prejudicada por lesões, desnutrição e pelo ambiente de pressões humanas. As mortes superaram as one births nos últimos dez anos, mantendo a espécie em risco.
Historicamente caçada perto da extinção, a baleia-pata-norte-atlântica recebeu proteção federal há décadas. A atual crise permanece acentuada pela combinação de mortalidade elevada e baixa taxa de natalidade.
Fonte: Associated Press, com informações de Patrick Whittle.
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