O Global Biodiversity Standard (TGBS) completa um ano desde o seu lançamento e já certificou seis sítios de restauração, com quinze polos regionais oferecendo mentoria em cinco continentes. A iniciativa visa assegurar que projetos de reflorestamento promovam benefícios reais à biodiversidade.
Criada pela Botanic Gardens Conservation International (BGCI) e parceiros, a TGBS surgiu para preencher lacunas de certificação voltadas principalmente à biodiversidade. O objetivo é evitar monoculturas e plantações inadequadas, assegurando resultados mensuráveis em ecossistemas.
No Uruguai, África e América Latina, projetos liderados por jardins botânicos e organizações sem fins lucrativos passam por avaliação com base em imagens de satélite, visitas de campo e consultas com a comunidade. Os projetos recebem certificação padrão, avançada ou premium.
Na prática, a avaliação envolve oito critérios, como integridade do ecossistema, proteção e participação de stakeholders, com auditoria de terceiros para transparência. As avaliações são conduzidas por hubs regionais, que também oferecem mentoria contínua.
Em Uganda, o Tooro Botanic Gardens liderou a avaliação do corredor Budongo-Bugoma, resultando na certificação avançada. O projeto é uma parceria com a Jane Goodall Institute (JGI) e Ecosia, visando restauração de 2,4 milhões de árvores na região.
A TGBS destaca que mentoria local facilita a adoção de práticas adequadas, reduz custos de deslocamento e fortalece a participação de comunidades, além de apoiar a identificação taxonômica de espécies nativas. A abordagem evita modelos de cima para baixo.
Entre os benefícios para financiadores, Ecosia atua como parceira técnica e financiadora de sites-piloto. A certificação funciona como auditoria para confirmar boas práticas, mas o valor real está na mentoria e no acompanhamento contínuo.
A iniciativa também mira ampliar o uso de espécies nativas, ampliar a conectividade entre áreas protegidas e promover alternativas econômicas para comunidades locais, reduzindo pressões sobre as florestas.
No momento, a TGBS trabalha para ampliar a rede de hubs e envolver mais projetos nos próximos anos, explorando sinergias com outros sistemas de certificação e possíveis vínculos com créditos de carbono, sem transformar a certificação em crédito de mercado.
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