Astrônomos identificaram um novo corpo celeste potencialmente habitável a cerca de 150 anos-luz da Terra. Batizado de HD 137010 b, ele tem tamanho próximo ao da Terra e orbita a estrela HD 137010, similar ao Sol, com chance real de abrigar água líquida em sua superfície. A publicação ocorreu na revista The Astrophysical Journal Letters.
A descoberta resulta de uma colaboração internacional liderada pela Universidade do Sul da Queensland (UniSQ), na Austrália. O status atual é de candidato a planeta: a existência precisa de confirmação por novas observações. Entretanto, dados sugerem fortemente um corpo rochoso.
O HD 137010 b completa uma órbita em cerca de 355 dias, com diâmetro apenas 6% maior que o terrestre. A estrela hospedeira, uma anã K, recebe menos da energia solar, o que desloca o planeta para a borda externa da zona habitável. O retrato é de clima próximo ao de Marte.
A posição do planeta implica temperatura de superfície estimada em até -68 °C, dependendo da presença de atmosfera. Caso haja atmosfera terrestre ou marciana, o frio seria ainda mais extremo; com atmosfera densa de CO2, a situação pode favorecer água líquida.
Segundo modelos da equipe, há cerca de 40% de chance de o planeta estar na zona habitável conservadora e pouco mais de 50% na definição otimista, com condições menos restritivas para água líquida.
Identificação e próximos passos
HD 137010 b foi detectado a partir de dados da missão K2, extensão do telescópio Kepler, que coletou sinais entre 2014 e 2018. Um único trânsito, observado em 2017, durou aproximadamente 10 horas, o suficiente para indicar um corpo do tamanho da Terra, mas não para confirmar.
Especialistas descartaram causas alternativas, como variações estelares ou estrelas próximas, antes de sustentar a hipótese de um planeta. A confirmação dependerá de novos trânsitos observados com missões como TESS e CHEOPS, além de futuras instalações.
Se confirmar, HD 137010 b passa a integrar o grupo de exoplanetas do tamanho da Terra situados na zona habitável. Pesquisas futuras, com telescópios de próxima geração, poderão investigar atmosfera em busca de gases associados a processos biológicos.
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