Em Alta Eleições 2026 PolíticaNotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasConflitoseconomiaFutebol

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Lagosta fora do cardápio por três meses: motivos e impactos

Defeso de lagosta, vigente por três meses, restringe captura e processamento e afeta toda a cadeia produtiva e o mercado que movimenta milhões

Unidades da Frescatto suspender processamento da lagosta
0:00
Carregando...
0:00

Desde este domingo, 1º de fevereiro, a lagosta entra em defeso pelos próximos três meses e o consumo em restaurantes fica suspenso. A medida visa proteger a reprodução da espécie e preservar estoques para o futuro.

A médica veterinária Angélica Valente, da Frescatto, afirma que capturas no período podem comprometer o estoque. A empresa suspendeu o processamento de lagosta em suas unidades, acompanhando as regras do defeso.

A produção brasileira de lagosta fica entre 4.000 e 6.000 toneladas por ano, com destaque para espécies vermelha e verde. No auge, esse total ultrapassou 8.000 toneladas, mas quedas de estoques ampliaram controles.

Regulação e fiscalização

O defeso é definido pelo Ibama com base em estudos científicos. O monitoramento envolve estágio de reprodução, tamanho mínimo de 13 cm de cauda e volume permitido de captura. Fêmeas ovadas também entram na proteção.

A cadeia produtiva envolve comunidades costeiras do sul da Bahia, Ceará, Rio Grande do Norte e parte do Nordeste. Embarcações licenciadas abastecem bases de captação que, por sua vez, encaminham o produto a unidades de beneficiamento.

Na Frescatto, a entrada da Prime Seafood ampliou a atuação da empresa na etapa primária, aumentando a complexidade regulatória. A fiscalização recai principalmente sobre empresas, com cruzamento de notas fiscais, registros e estoques.

Mercado, exportação e proteção ambiental

O defeso ambiental tem estabilizado a população de lagostas, ainda que longe do ideal. Enquanto o mercado interno para, o externo permanece atento, com Estados Unidos e China entre os principais destinos.

Em 2025, o Brasil exportou 3,3 mil toneladas de lagosta por US$ 82,6 milhões, ante 3,6 mil toneladas e US$ 92,8 milhões em 2024. A busca por novos clientes aumenta diante de tarifas e tensões comerciais.

Para o consumidor, a orientação é simples: durante o defeso, lagostas frescas em restaurantes costumam indicar irregularidade, a menos que provenham de estoques anteriores, com nota fiscal e selo de inspeção.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais