A SMART, braço de pesquisa do MIT em Cingapura, anunciou o lançamento do projeto colaborativo Wearable Imaging for Transforming Elderly Care (WITEC). A iniciativa pretende desenvolver o primeiro sistema de imageamento por ultrassom vestível para monitorar condições crônicas em tempo real, em casa ou em movimento.
O objetivo é ampliar o monitoramento contínuo de pacientes com hipertensão e insuficiência cardíaca, gerando dados clínicos em tempo real para intervenções mais rápidas e personalizadas. A ideia é substituir, aos poucos, imagens esporádicas por uma vigilância constante.
WITEC envolve MIT, NTU Singapore e NUS, com participação clínica do Tan Tock Seng Hospital (TTSH). O projeto é apoiado pela National Research Foundation de Cingapura, no âmbito do Campus for Research Excellence and Technological Enterprise.
Equipamentos e capacidades de ponta
O laboratório de WITEC recebe tecnologia avançada, incluindo a primeira impressora 3D de resolução submicrométrica na região and o sistema ultrassonográfico Verasonics Vantage NXT 256. Esses recursos permitem prototipagem precisa e imagens de alta resolução.
A impressora de submicrômetro viabiliza materiais bioaderentes e interfaces com adesão segura à pele, essenciais para uso prolongado. O Verasonics permite maior número de canais de controle e integração com IA para diagnósticos.
Perspectivas de aplicação e cronograma
Pesquisas em materiais macios, transdutores e ciência de dados direcionam o desenvolvimento de uma plataforma wearable capaz de 48 horas de imagens intermitentes. Ensaios clínicos em pacientes devem começar ainda neste ano.
Ao longo de três anos, a equipe busca consolidar uma solução integrada de monitoramento cardiovascular contínuo. As ações incluem validação em pacientes com doenças crônicas e demonstrações com modelos em fantoomes e sujeitos saudáveis.
Impacto e parcerias estratégicas
Bruce Tidor, CEO da SMART, destaca a colaboração entre instituições dos EUA e Cingapura para acelerar aplicações práticas na saúde. A iniciativa visa reduzir a dependência de equipamentos hospitalares e ampliar a vigilância domiciliar.
O projeto também pretende promover avanços na indústria de saúde, gerar empregos qualificados e atrair investimentos em inovação biomédica. A expectativa é que os resultados beneficiem sistemas de saúde nos dois países e globalmente.
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