A restrição de fauna em Santa Catalina Island ganhou impulso nesta semana, quando autoridades da vida silvestre da Califórnia deram andamento ao plano de erradicar a manada de mulos–cego da ilha. A iniciativa envolve a aplicação de métodos de controle que devem reduzir o rebanho estimado em cerca de 1.800 animais ao longo de cinco anos, priorizando a eliminação por meio de atiradores contratados.
A Catalina Island Conservancy, entidade responsável pela maior parte do território da ilha, classifica os mulos–cegos como não nativos que ameaçam a biodiversidade local, a qualidade da água e a resiliência a incêndios. A licença emitida pela California Department of Fish and Wildlife autoriza a execução das ações, incluindo a possibilidade de disparos noturnos, uso de helicópteros e drones para localizar os animais, além de redes para captura.
Conforme o plano avança, cães devem ser empregados para localizar os animais remanescentes. Também está prevista a captura para castração, colocação de colares com GPS e posterior retorno ao ambiente natural. A carne resultante poderá ser destinada à alimentação de aves em programas de recuperação de condores ou a parceiros indígenas.
A mobilização gerou resistência entre residentes, que veem os métodos como cruéis e consideram os mulos–cegos parte da identidade da ilha, criada na década de 1920 para estabelecer uma população caça. Uma petição online já soma cerca de 23 mil assinaturas pedindo a suspensão da matança.
A partir de relatos de moradores e lideranças locais, o debate envolve valores identitários da comunidade e a viabilidade ecológica da medida. A discussão pública continua, com a autoridade ambiental destacando a necessidade de preservar ecossistemas e serviços ambientais da ilha.
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