O estudo da Universidade de Oxford, divulgado em janeiro, analisou 20,3 milhões de consultas ao ChatGPT da OpenAI. A pesquisa identificou padrões que associam inteligência, beleza e produção cultural a fatores regionais, raciais e socioeconômicos. O objetivo foi mapear vieses no modelo de IA.
Segundo a avaliação, moradores de São Paulo, Minas Gerais e o Distrito Federal foram classificados como mais inteligentes pelo ChatGPT. O Maranhão e o Amazonas aparecem com avaliações significativamente mais baixas, em comparação com os estados citados.
A equipe explica que utilizou um sistema de pontuação para transformar as respostas em um ranking comparativo entre regiões. O estudo também aponta relação com histórico de raça e uso de categorias associadas a branquitude.
Resultados por regiões
Em testes sobre onde as pessoas seriam mais bonitas, o Rio de Janeiro teve bairros nobres no topo, como Ipanema, Leblon e Copacabana, seguidos por áreas de maior população branca. A configuração é descrita como reflexo de padrões históricos de percepção estética.
No recorte urbano, áreas com maior população não branca e com menos renda foram associadas a classificações diferentes. A pesquisa aponta que o modelo reproduz vínculos entre riqueza, raça e beldade em grandes cidades.
Música e cultura
No eixo cultural, Brasil e Nigéria obtiveram pontuações altas em música e músicos. O mapa de resultados associa, de forma relativa, maior qualidade musical a regiões com maior visibilidade midiática dessas expressões. Os autores destacam que o Brasil possui uma identidade musical diversa, vinculada a samba, bossa nova, carnaval e funk.
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