O consumo de iluminação artificial noturna pode ampliar a temporada de pólen, aponta estudo recente. A pesquisa liga a exposição a luz artificial à elevação do total de pólen no ar e a uma duração maior da estação alérgica. O estudo usa dados de 2012 a 2023 no nordeste dos EUA.
A equipe analisou séries de contagem de pólen e observações de satélite de iluminação noturna, temperatura e precipitação, controlando variáveis. O foco foi a região que inclui cidades como Nova York, Boston e Filadélfia. O objetivo foi isolar os efeitos da iluminação noturna.
Resultados indicam que maior exposição à luz artificial ao ano está associada a maiores níveis de pólen e a uma temporada mais longa, cerca de uma a duas semanas. O efeito da iluminação noturna é similar em magnitude ao da mudança climática na extensão da temporada.
Implicações para saúde pública e planejamento urbano
Autores destacam que o impacto da poluição luminosa é relevante para a saúde pública, com custos elevados associados a alergias sazonais. A pesquisadora Lin Meng ressalta a necessidade de considerar a luz artificial no planejamento de cidades.
A pesquisadora Meng pretende apresentar os resultados a planejadores urbanos e parte da comunidade para que a poluição luminosa seja considerada na construção e na gestão de áreas urbanas. O estudo reforça a ideia de que iluminação noturna pode influenciar o timing biológico de plantas urbanas.
Fonte do estudo: revista científica especializada, com colaboração de pesquisadores de diversas instituições, e complementa evidências sobre como fatores humanos afetam alergias sazonais. As conversas com especialistas auditadas ajudam a contextualizar os resultados.
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