O Ministério da Saúde avança com o Programa Nacional de Inovação Radical em Saúde, ao promover consulta ao setor produtivo para identificar oportunidades de alto impacto no SUS. A iniciativa é conduzida pela SCTIE e envolve diálogo com indústria, reguladores, academia e sociedade civil. O objetivo é mapear necessidades e fortalecer a inovação em saúde no país.
A pesquisa, realizada em parceria com o Sindusfarma, mapeia a indústria farmacêutica instalada no Brasil. O questionário, direcionado a profissionais ligados à inovação, está aberto até 9 de fevereiro e pode ser acessado pelo site da entidade. A confidencialidade dos dados é garantida.
Panorama da consulta
Segundo a SCTIE, a coleta busca sistematizar diretrizes, prioridades e instrumentos para alinhar o ecossistema às exigências regulatórias, produtivas e tecnológicas. Ao articular diversos atores, a pasta pretende embasar políticas públicas com base em conhecimento técnico.
A pesquisa tem 24 perguntas, organizadas por blocos temáticos. Os temas incluem perfil das empresas, inovação radical, infraestrutura tecnológica, gargalos regulatórios, financiamento, resultados e perspectivas futuras. Os dados serão usados apenas de forma agregada.
Programa Nacional de Inovação Radical em Saúde
O programa, anunciado em novembro, terá investimento de 67 milhões de reais pelo Ministério da Saúde. O objetivo é acelerar o desenvolvimento de tecnologias para o SUS, com acompanhamento desde a descoberta científica até a inserção no mercado e no sistema público.
A estrutura de governança inclui comitês científicos, regulatórios e de negócios, além de infraestrutura tecnológica avançada. O CNPEM atuará como centro-âncora, reunindo laboratórios e competências para desenvolvimento de moléculas, insumos farmacêuticos e equipamentos produzidos no Brasil.
Entre na conversa da comunidade