O que aconteceu envolve a morte de Juliana Faustino Bassetto, 27 anos, e a internação de outras quatro pessoas após uma aula de natação em uma piscina de academia no Parque São Lucas, zona Leste de São Paulo. O incidente ocorreu no sábado, 7 de uma semana não especificada, e a polícia investiga as causas da intoxicação química. A área atingida fica dentro de uma academia, que ficou sem funcionamento após o ocorrido.
A investigação preliminar aponta falhas no tratamento da água como possível causa. Pesquisas da CNN Brasil com empresas do setor indicam que a mistura de cloro com impurezas orgânicas, como suor, pode gerar gases venenosos. Em ambientes cobertos, o uso de cloro inorgânico é recomendado, mas excesso ou dissolução incorreta aumenta riscos aos banhistas.
A perícia do Instituto de Criminalística busca confirmar se houve erro de dosagem ou uso de substâncias irregulares. Normas técnicas indicam que o cloro ideal deve ficar entre 0,5 mg/l e 0,8 mg/l. Testemunhas relataram que a água apresentava aspecto e gosto anormais, sugerindo saturação química no momento da aula.
Investigação em andamento
Os responsáveis pela academia fecharam o local e abandonaram o espaço sem comunicar a polícia, o que levou autoridades a arrombar o imóvel para coletar amostras da água e realizar a perícia. A natureza do caso é classificada como morte suspeita, com apuração em curso para esclarecer o que ocorreu.
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