O estudo da National Child Mortality Database (NCMD), ligado à Universidade de Bristol, revela que uma em 14 crianças mortas na Inglaterra entre 2019 e 2023 tinha pais consanguíneos. Foram analisados 13.045 óbitos infantis, dos quais 926 (7%) ocorreram em famílias com parentes próximos.
A pesquisa aponta que crianças de mães e pais parentes próximos estão sobrepresented na mortalidade, mesmo quando as causas são variadas. Especialistas defendem ações urgentes para reduzir riscos associados a esse quadro, com base nos dados nacionais.
O relatório também evidencia disparidades étnicas e socioeconômicas. Quase 80% das crianças falecidas com pais consanguíneos tinham origem Asiática, com maioria de origem Pakistani. Em áreas mais pobres, 52% desses óbitos ocorreram, contra 5% nas menos desfavorecidas.
Desigualdades e causas associadas
Entre os filhos com pais próximos, 59% das mortes atribuídas a fatores genéticos envolveram consanguinidade. Em geral, 27% das mortes infantis na amostra referem-se a anomalias cromossômicas, genéticas ou congênitas. A participação de consanguinidade nesses casos foi significativamente maior.
Segundo o relatório, mais da metade dos óbitos de crianças com pais consanguíneos ocorreu em áreas de maior vulnerabilidade social, destacando a correlação entre condição socioeconômica e riscos de saúde. O estudo reforça a necessidade de estratégias de prevenção e acompanhamento.
O NHS informou que está em piloto para testar se enfermeiras com formação especializada podem evitar mortes de bebês vulneráveis em regiões onde a consanguinidade é mais comum. A iniciativa foca na identificação precoce de complicações genéticas.
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