O AMA admite falta de evidências sólidas para cirurgias irreversíveis em menores com disforia de gênero. Documento oficial divulgado nesta quarta-feira aponta a necessidade de mais pesquisas para avaliar riscos e benefícios.
A associação destaca que não recomenda intervenções cirúrgicas irreversíveis em menores até que haja comprovação científica robusta de segurança e eficácia. Enfatiza, ainda, a importância de avaliações multidisciplinares e apoio psicológico.
A decisão ocorre em um contexto de debate sobre direitos de crianças e adolescentes trans e de dúvidas legais e éticas envolvendo procedimentos em menor idade. Especialistas destacam a cautela e a avaliação individualizada.
A AMA ressalta que o bem-estar e a autonomia dos pacientes devem guiar a prática médica, sempre embasados em evidências. A entidade aponta que a pesquisa na área é limitada e pode haver mudanças futuras.
O tema ganha repercussão conforme leis em alguns estados americanos restringem ou proíbem cirurgias para menores. A comunidade médica é lembrada de agir com responsabilidade e ética.
A instituição reforça a necessidade de atualização profissional e de seguir recomendações baseadas em evidências, visando segurança e bem-estar de jovens pacientes.
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