Um estudo conjunto aponta que as mudanças climáticas causadas pelo homem contribuíram significativamente para os incêndios florestais devastadores que atingiram a Patagônia, na Argentina e no Chile. A pesquisa afirma que as condições de alto risco de fogo ficaram até três vezes mais prováveis com o aquecimento global.
Segundo o relatório da World Weather Attribution, a incidência de tempo quente, seco e ventos fortes foi ampliada pela emissão de gases de efeito estufa. Em Chile central e sul, o risco de incêndio alimentado pelo clima aumentou cerca de 200%. Na região sul da Argentina, as condições propícias aos incêndios cresceram cerca de 150%.
O estudo foi divulgado nesta quarta-feira pela World Weather Attribution, uma iniciativa científica que analisa eventos climáticos extremos. As informações ajudam a entender a relação entre mudanças climáticas e a frequência de incêndios em áreas sensíveis da América do Sul.
Autoridades locais destacaram que a dinâmica das queimadas depende de fatores como temperatura, precipitação e ventos. Pesquisadores ressaltam que eventos futuros poderão seguir com maior probabilidade de incêndios intensos se não houver redução de emissões.
A região afetada inclui áreas ao longo da Patagônia, com ventos fortes, atmosfera seca e altas temperaturas registradas durante o período dos incêndios. O relatório reforça a necessidade de estratégias de mitigação e adaptação diante de ambientes propícios a grandes incêndios.
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