Não é apenas romantismo: testes indicam que buquês de rosas importados podem trazer resíduos de pesticidas, incluindo substâncias proibidas. Um estudo da Pan-NL avaliou 17 arranjos vendidos na Holanda, hub europeu de importação de flores.
O foco foi nas rosas vermelhas, apontadas como as mais contaminadas. Um conjunto continha 26 pesticidas diferentes, com metade proibida pela UE. O nível mais alto registrado foi de 65,8 mg/kg em uma rosa avermelhada.
Os resultados mostram a presença de neurotoxinas, tóxicos reprodutivos e carcinogênicos entre os pesticidas detectados. Dos 79 ativos encontrados, quase um terço é proibido para uso agrícola na UE e na Holanda.
Contexto de produção e cadeia de suprimentos
A maior parte dos buquês chega pela Holanda, mas as flores vêm de fazendas na Colômbia, no Quênia e na Etiópia, onde as regulações costumam ser menos rígidas e pesticidas mais potentes são comuns.
Especialistas destacam condições de cultivo intensivo e uso de químicos em várias etapas, inclusive próximo ao envio. A prática visa evitar rejeições na fronteira, segundo pesquisadores.
Recomendações e impactos
A Pan-NL orienta optar por flores cultivadas de forma orgânica ou sazonal, quando possível. Caso receba um arranjo contaminado, o descarte deve seguir a cadeia de resíduos adequada, para evitar reintrodução de toxinas no ambiente.
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