O estudo divulgado aponta uma queda relevante nos níveis de PFAS em baleias-piloto de barbatana longa no Atlântico Norte. Amostras de tecido coletadas entre 1986 e 2023, nas Ilhas Faroe, mostram concentração menor de alguns PFAS legados do que há uma década.
A análise aponta queda de mais de 60% no total de organofluorina, um marcador de exposição a PFAS, até 2023. A redução acompanha a fase de retirada de PFAS de cadeia longa iniciada no início dos anos 2000 pelos fabricantes.
As amostras indicam, ainda, que o atraso temporal se deve aos movimentos das correntes oceânicas, que espalham os químicos pelo Atlântico. Em humanos, a tendência de queda não ocorreu na mesma proporção.
Desdobramentos e implicações
Entre as conclusões estão que a regulação pode funcionar para reduzir concentrações em ecossistemas próximos e distantes. No entanto, substitutos quimicamente similares continuam a acumular-se em tecidos de baleias, sugerindo limitações de políticas baseadas em substâncias isoladas.
Os autores ressaltam que a mudança de foco para a classificação dos PFAS como grupo — e não apenas para cada composto — pode ampliar os ganhos ambientais. A tendência de substituição por alternativas permanece um desafio.
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