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HIV desenvolve mutações para escapar do lenacapavir

HIV pode evoluir resistência ao lenacapavir quando usado sozinho; estudo com 40 amostras revela mutações que reduzem a eficácia, exigindo uso combinado

Imagem microscópica e ampliada de dois vírus HIV.
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O lenacapavir, antiviral da Gilead Sciences, tem eficácia de 96% contra o HIV e é aplicado como injeção a cada seis meses. Diferente da PrEP atual, ele não exige uso diário, o que tem despertado interesse da comunidade científica e da imprensa. No entanto, há ressalvas.

A bula recomenda associar o lenacapavir a outros antivirais, como dolutegravir ou cabotegravir, para evitar resistência viral. Usá-lo isoladamente pode favorecer mutações que conferem resistência ao fármaco.

Um estudo conduzido por cientistas da própria Gilead avaliou 40 amostras de HIV expostas apenas ao lenacapavir em laboratório. O resultado mostrou surgimento de resistência alta ao antiviral.

Como efeito colateral da resistência, algumas mutações também reduziram a capacidade de replicação do HIV, o que pode limitar a propagação dessas variantes. Os autores apontam que o uso combinado é essencial para minimizar esse risco.

O estudo intitulado Lenacapavir treatment–emergent HIV-1 capsid resistance mutations are frequently associated with replication defects é a base das atuais recomendações, reforçando a necessidade de combinações terapêuticas na prática clínica.

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