Near Belo Monte, um dos maiores projetos hidrelétricos do mundo, a promessa de energia abundante não se cumpre para todos. Em Altamira, 86,8% das 500 famílias pesquisadas reportaram aumento de tarifas desde 2016.
Residências ribeirinhas ainda enfrentam apagões, tarifas altas ou dependem de geradores a diesel. Pesquisadores apontam que a energia não chega necessariamente à ponta da linha de transmissão, mesmo com a hidrelétrica funcionando.
Para comunidades mais afastadas, a expansão da rede não ocorreu. No Refúgio Tapajós-Arapiuns, perto de Santarém, um piloto elétrico comunitário foi criado em 2023, combinando painéis solares com turbinas hidrodinâmicas nas correntezas dos rios.
Pilotagem e objetivos
O projeto, coordenado por Lázaro Santos, visa levar energia para melhorar a qualidade de vida local. A iniciativa busca reduzir custos, ampliar acesso e aumentar a autonomia das comunidades na operação das próprias estruturas.
Resultados práticos e aprendizados
O programa já beneficia cerca de 200 pessoas e pretende ampliar o alcance. Técnicos locais foram treinados para operar e reparar os equipamentos, reduzindo a dependência de técnicos externos.
Vantagens incluem geração próxima ao consumo, menor perdas de transmissão e maior resiliência frente a variações sazonais. A combinação de solar e turbinas fluviais traz estabilidade que o diesel não oferece.
Impactos sociais
Comunais compartilhadas, como freezers, equipamentos de comunicação e serviços básicos, tiveram melhorias significativas. A alimentação, a saúde e atividades econômicas locais ganham fôlego mesmo com electrificação ainda desigual.
O projeto não resolve as desigualdades associadas a grandes barragens, mas demonstra que opçõesIncrementais podem melhorar o cotidiano com apoio técnico e organização comunitária.
Entre na conversa da comunidade