O aquecimento global acelera, aponta estudo recente. A pesquisa analisa dados de temperatura globais desde a Revolução Industrial e encontra aumento mais rápido na última década. O trabalho questiona se a elevação acentuada é aceleração climática ou variação natural.
Autores do estudo são Stefan Rahmstorf, físico oceânico da Universidade de Potsdam, na Alemanha, e Grant Foster, estatístico. A dupla aplicou métodos estatísticos para remover efeitos sazonais causados por El Niño, erupções vulgares e atividade solar, buscando o sinal humano no aquecimento.
Segundo os resultados, desde 2015 a taxa de aquecimento quase dobrou, ficando entre 0,35 e 0,4°C por década. O estudo sugere que mudanças nas regulamentações de emissões da indústria naval, em vigor desde 2020, podem ter intensificado esse ganho.
Impactos e contexto
A análise revela que os três anos mais quentes já registrados ocorreram nos últimos três períodos. A hipótese principal é que a redução de aerossóis derivados de combustíveis fósseis, resultado de normas ambientais, diminuiu o efeito de resfriamento indireto dos ares acima dos oceanos.
Embora a aceleração possa não se repetir no próximo decênio, os autores destacam que, se a tendência atual persistir, o aquecimento acumulado até o fim deste século poderia chegar a cerca de 4°C. Esse cenário aumenta riscos de elevação do nível do mar, acidificação oceânica e eventos climáticos extremos.
Perspectivas e fatores humanos
Os pesquisados esclarecem que o ritmo de aquecimento a longo prazo dependerá das ações humanas, especialmente da redução rápida de emissões de CO2 derivadas de combustíveis fósseis. Em resumo, o futuro climático depende de decisões globais sobre energia e poluição.
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