Em Alta Eleições 2026 PolíticaNotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasConflitoseconomiaFutebol

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Declaração de que odor ajuda Alzheimer é contestada

Não procede: estudo em ratos de 2021 não prova que sulfeto de hidrogênio reverta Alzheimer humano; placas beta-amiloide não comprovam causalidade

Ilustração, em fundo preto, de três nuvens verdes.
0:00
Carregando...
0:00

O conteúdo divulgado recentemente é uma reaparição de uma notícia de 2021 que afirma que o sulfeto de hidrogênio, gás que confere cheiro aos puns, poderia reverter sintomas neurocognitivos do Alzheimer. A origem da peça atribui a descoberta a cientistas da Universidade Johns Hopkins.

A verdade é que o estudo citado é de 2021 e foi realizado em ratos. Esses animais foram geneticamente modificados para desenvolver placas de beta-amiloide, associadas ao Alzheimer, mas não reproduzem a doença de forma completa. Em humanos, a remoção dessas placas não comprovou a reversão de sintomas.

Um estudo norte-americano com 1.671 idosos mostrou que 41% dos participantes com mais de 80 anos apresentavam placas, porém nenhum possuía Alzheimer. O uso de modelos animais na pesquisa sobre a doença é alvo de críticas éticas e científicas, justamente pela diferença entre animais e humanos na progressão da condição.

Esclarecimento técnico

Os resultados citados não indicam uma conclusão clínica aplicável a pacientes. Pesquisas em humanos ainda são necessárias para avaliar se qualquer intervenção relacionada ao sulfeto de hidrogênio pode ter efeito terapêutico. As fontes citadas descrevem, em conjunto, cenários de pesquisa básica e epidemiologia.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais