Em julho de 2023, um grupo de 54 baleias-piloto encalhou na Baía de Tolsta, na Escócia. O incidente, um dos maiores da Europa recente, deixou apenas uma sobrevivente. Diversos animais precisaram ser eutanizados para evitar sofrimento. A causa permaneceu desconhecida por meses.
Agora, um relatório governamental de mais de 50 páginas, divulgado em 5 de março, aponta uma explicação: o grupo teria tentado proteger uma fêmea que enfrentava um parto complicado, seguindo-a até águas rasas. A hipótese é de que o nascimento, possivelmente com filhote grande ou mal posicionado, gerou uma resposta coletiva de proteção.
Hipótese principal e evidências
Conforme o estudo, as baleias seguiram a fêmea parindo, o que as levou em direção à costa. A situação, entretanto, transformou-se em armadilha natural devido a vento, relevo do fundo, corrente e queda do nível da água, que dificultaram o retorno ao mar aberto.
A água carregada de sedimentos pode ter prejudicado a ecolocalização, prejudicando a orientação dos animais. Esse conjunto de fatores favoreceria o encalhe em massa, ainda que o grupo tenha atuado com intuito de proteção.
Desfecho e dados do local
As necropsias mostraram que as baleias estavam em bom estado de saúde antes do encalhe, descartando doenças como causa. Entre os animais analisados, houve identificação de uma fêmea adulta em trabalho de parto. Os técnicos ressaltam que o peso elevado, aliado à desidratação, contribuiu para a morte.
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