Os cientistas desenvolveram uma técnica rápida de escaneamento 3D que resulta em uma biblioteca digital com 800 espécies de formigas. O trabalho envolve Evan Economo, da Universidade de Maryland, e equipe, com uso de microtomografia. A coleta ocorreu em museus e coleções globais, com o suporte de um laboratório na Karlsruhe Institute of Technology, na Alemanha.
A nova abordagem usa tomografia de raios X para capturar órgãos internos das formigas em alta resolução. Enquanto um escaneamento humano leva minutos, insetos minúsculos exigem maior detalhe, o que antes demandaria horas. O processo agora abrange milhares de exemplares.
A ampliação da biblioteca 3D permite comparar centenas de espécies de forma rápida, facilitando estudos sobre evolução e ecologia de formigas, presentes em quase todos os habitats. Dados internos e externos ajudam modelagem e visualização de traços anatômicos.
Impactos e aplicações
Pesquisadores já usaram imagens 3D para medir a espessura de exoesqueletos e entender relações com o tamanho das colônias. A abordagem facilita análises em larga escala, abrindo caminho para estudos evolutivos mais abrangentes.
A equipe aponta que a biblioteca pode servir a biólogos evolucionistas, cientistas da computação e artistas, além de apoiar projetos públicos de acesso a dados. A expectativa é disponibilizar recursos para pesquisas globais.
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