O Ministério da Saúde abriu um ciclo de diálogos com hospitais de excelência que integram o Proadi-SUS. A secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde, Fernanda De Negri, esteve em São Paulo nos dias 9 e 10 de março para debater acelerar pesquisas e inovações no SUS. A ação ocorreu em formato de reuniões com as instituições.
O objetivo foi identificar projetos que elevem a qualificação dos serviços oferecidos à população. Fernanda De Negri reuniu-se com representantes do Hospital Sírio-Libanês, Hospital do Coração (Hcor) e Beneficência Portuguesa. Essas unidades integram o Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS (Proadi-SUS).
Proadi-SUS e atuação institucional
A secretária destacou a importância da parceria governo-iniciativa privada para impulsionar pesquisas, tecnologias, medicamentos e tratamentos. O Proadi-SUS também atua na qualificação de profissionais, ampliação do acesso e melhoria da gestão hospitalar.
O encontro abriu uma série de conversas da SCTIE com os integrantes do Proadi-SUS. Além das três unidades paulistas, integram a rede o Hospital Israelita Albert Einstein, o Hospital Moinhos de Vento, o Hospital Samaritano e o Hospital Alemão Oswaldo Cruz. Um workshop com pesquisadores deverá avançar as propostas.
Origem e funcionamento do Proadi-SUS
Criado em 2009, o Proadi-SUS prioriza o fortalecimento da saúde pública por meio de imunidade tributária concedida a entidades de saúde de excelência. Parte dos recursos é destinada a projetos estratégicos, incluindo pesquisas e desenvolvimento de novas tecnologias.
Além disso, o programa atua na qualificação de profissionais, na ampliação do acesso e na melhoria da gestão hospitalar, alinhando-se ao Plano Nacional de Saúde 2024-2027. As ações também fortalecem iniciativas como o programa Agora tem Especialistas.
Avanços adicionais em São Paulo
Durante a visita a São Paulo, a secretária participou da ampliação da fábrica da Daiichi Sankyo Brasil, em Barueri. A empresa é uma farmacêutica japonesa que atuará para ampliar o acesso a tratamentos no Brasil.
A secretária ressaltou o papel do setor farmacêutico na capacidade de resposta do país a emergências sanitárias. Ela citou o fornecimento rápido de fomepizol durante casos de intoxicação por metanol como exemplo de a indústria colaborar com o SUS.
Para Fernanda De Negri, a parceria entre governo federal e setor produtivo fortalece a capacidade de atender às necessidades do SUS e ampliar o acesso a tratamentos e inovações em saúde.
Entre na conversa da comunidade