O governo federal criou no dia 6 de março uma nova área de proteção ambiental e um parque marinho denominado Albardão, para conservar um importante hotspot de biodiversidade no Atlântico. A iniciativa abrange instalações no litoral do Rio Grande do Sul.
O Albardão ocupa mais de 1 milhão de hectares, tornando-se o maior parque marinho do país e a terceira maior área marinha protegida. O decreto também estabelece uma zona de amortecimento de 614 mil hectares.
A região abriga pelo menos 25 espécies ameaçadas e fósseis de megafauna do período Pleistoceno. Entre eles estão golfinhos de Lahille e golfinhos franciscana, ambos sob diferentes níveis de risco.
Outra parte da área protegida é o parque costeiro adjacente, com quase 56 mil hectares, que inclui dunas e depósitos de conchas onde fósseis de megafauna são encontrados.
Além da proteção, o decreto prevê exceções para ecoturismo sustentável, pesquisa científica e pesca artesanal nas áreas marinha e costeira. Essas atividades poderão ocorrer desde que respeitem os objetivos de conservação.
A criação gerou controvérsia entre setores públicos e ambientais locais, que temiam impactos na energia eólica offshore. Em 2024, autoridades destacaram que o parque poderia influenciar metas de energia renovável no estado.
O governo gaúcho pediu inclusão de corredores de infraestrutura para conectividade territorial e planejamento energético, o que foi parcialmente atendido. A permissão de tráfego de navios permanece, assim como ligações para projetos além da área protegida.
Perspectivas de gestão
As áreas visam manter o ciclo de vida de espécies ameaçadas e preservar fósseis importantes para a paleontologia. A fiscalização fica a cargo de órgãos federais, estaduais e institucionais ligados à conservação marinha.
A decisão mantém o foco na preservação da biodiversidade e na possibilidade de pesquisas científicas, turismo de baixo impacto e atividades pesqueiras artesanais, desde que não comprometam os objetivos de proteção.
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