Um novo sapo-dardo venenoso de origem ainda não descrita pela ciência foi apresentado por pesquisadores brasileiros. A espécie foi identificada em 2023 durante expedição na Baía do Juruá, na Amazônia Ocidental. O achado ocorreu entre as folhas de plantas de banana silvestre.
O animal tem cerca de 14 a 17 milímetros de comprimento e apresenta coloração marrom-avermelhada por cima, azul vivo com manchas pretas por baixo e patas de cor cobre. O nome escolhido foi Ranitomeya aetherea, em referência à ideia de algo etéreo.
A espécie foi encontrada em apenas um local, onde deposita ovos em pequenas poças de água que se formam nas folhas das plantas. O habitat é remoto e permanece relativamente intacto, sem ameaças imediatas de desmatamento ou incêndios.
Apesar da situação de proteção, os pesquisadores alertam para riscos como biopirataria e mudanças climáticas, que podem afetar outras espécies. A toxicidade exata da Ranitomeya aetherea ainda não foi determinada, mas o grupo confirma que a família Ranitomeya é venenosa e usa toxinas na pele.
Segundo o pesquisador líder Alexander Mônico, do Instituto National de Pesquisas da Amazônia (INPA), a toxicidade funciona contra predadores naturais, não representando perigo para manipulação humana se cuidados básicos forem observados.
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