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Rã-dardo venenosa inédita da Amazônia é destaque da foto da semana

Nova espécie de sapo-dardo, Ranitomeya aetherea, descrita na Amazônia ocidental; vive em bolsões de água nas folhas, com risco de biopirataria e mudanças climáticas

The Ranitomeya aetherea poison dart frog. Image courtesy of Alexander Mônico.
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Um novo sapo-dardo venenoso de origem ainda não descrita pela ciência foi apresentado por pesquisadores brasileiros. A espécie foi identificada em 2023 durante expedição na Baía do Juruá, na Amazônia Ocidental. O achado ocorreu entre as folhas de plantas de banana silvestre.

O animal tem cerca de 14 a 17 milímetros de comprimento e apresenta coloração marrom-avermelhada por cima, azul vivo com manchas pretas por baixo e patas de cor cobre. O nome escolhido foi Ranitomeya aetherea, em referência à ideia de algo etéreo.

A espécie foi encontrada em apenas um local, onde deposita ovos em pequenas poças de água que se formam nas folhas das plantas. O habitat é remoto e permanece relativamente intacto, sem ameaças imediatas de desmatamento ou incêndios.

Apesar da situação de proteção, os pesquisadores alertam para riscos como biopirataria e mudanças climáticas, que podem afetar outras espécies. A toxicidade exata da Ranitomeya aetherea ainda não foi determinada, mas o grupo confirma que a família Ranitomeya é venenosa e usa toxinas na pele.

Segundo o pesquisador líder Alexander Mônico, do Instituto National de Pesquisas da Amazônia (INPA), a toxicidade funciona contra predadores naturais, não representando perigo para manipulação humana se cuidados básicos forem observados.

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