A queda de energia de abril de 2025 atingiu Espanha e Portugal, com interrupção de até 10 horas em várias regiões. O maior apagão da história do sistema elétrico europeu recente afetou internet, telefonia, transporte e comércio, além de cidades inteiras ficarem no escuro. O episódio também teve impacto limitado no sudoeste da França.
Um painel de 49 especialistas, contratado pela ENTSO-E, concluiu que o incidente resultou de um conjunto de fatores interligados. Não houve uma única causa, segundo o grupo, descrito como uma “tempestade perfeita” de variações de tensão e falhas de proteção. O estudo reforça a vulnerabilidade sistêmica sob condições adversas.
A análise aponta que o sistema ibérico teve dificuldade em controlar eventos de sobretensão, principalmente em instalações de conversão usadas por fontes renováveis. A rigidez operacional de alguns ativos dificultou a adaptação a picos de tensão, e operadores de rede, como a REE, foram criticados pela ausência de monitoramento em tempo real próximo aos limiares críticos.
Variações de tensão e impacto operacional
Os especialistas destacam que as flutuações de tensão desencadearam rupturas de geração em várias etapas da rede. Isso levou ao desligamento de diversas plantas e à desativação de trechos de transmissão, agravando a interrupção em cascata.
Reforma e monitoramento
O relatório sugere a necessidade de melhorar o monitoramento em tempo real e a flexibilidade operacional dos ativos. As autoridades devem considerar ajustes regulatórios e tecnológicos para reduzir vulnerabilidades a eventos de sobretensão no futuro.
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