Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Antigos mestres, novos métodos: tecnologia transforma restauração de arte

IA na restauração de obras: máscara laminada removível oferece reversibilidade e reduz para cerca de três horas o tempo de restauração, com registro digital

Photo
0:00
Carregando...
0:00

Um novo método de restauração de obras de arte utiliza inteligência artificial para criar cópias digitalmente restauradas de pinturas danificadas. A versão impressa em filme lamínico fino funciona como máscara, que pode ser aplicada e removida, preservando a peça original. O teste ocorreu em uma pintura a óleo do século XV, com mais de 57 mil tons recuperados em pouco mais de três horas.

Desenvolvido por Alex Kachkine, pesquisador de pós-graduação do MIT, o método promete ser cerca de 66 vezes mais rápido que a inpatação tradicional. A técnica gera um registro digital detalhado do mask utilizado, facilitando revisões futuras sem comprometer o original.

Segundo Hartmut Kutzke, professor de química do Museu de História da Cultura da Universidade de Oslo, a ética da conservação moderna é resistente ao retoque pesado. O novo lamínado é reversível, o que reduz impactos contextuais e permite documentação clara do que foi feito.

Benefícios éticos e operacionais

A máscara laminada removível permite revisões históricas ao longo do tempo, mantendo o contexto da obra. O registro digital facilita a compreensão do que foi aplicado na restauração, em gerações futuras, conforme interlocução com o MIT News.

Apesar de acelerar prazos e reduzir custos, a abordagem exige consulta a conservadores e historiadores de arte para entender a origem da obra. O objetivo é equilibrar técnica moderna com preservação de significado.

Materiais ecológicos para conservação

Pesquisadores trabalham com materiais de origem renovável e reciclada para reduzir químicos nocivos. O projeto GREENART recebeu financiamento da União Europeia por três anos, até 2025, para desenvolver gelos de limpeza e revestimentos protetores sustentáveis.

Entre os avanços, géis de hidrogel de polialquinho de vinila (PVA) com estrutura porosa permitem limpezas mais controladas. Esses géis são enriquecidos com polímeros sintéticos e bio-based, tornando o processo mais sustentável.

Aplicações e impactos práticos

No Reino Unido, a Tate Britain já utilizou os géis desenvolvidos pelo GREENART para limpar obras de Bridget Riley, incluindo Fall (1963) e Hesitate (1964). A limpeza de Hesitate ocorreu pela primeira vez em fevereiro.

Pesquisas chinesas também destacam o uso de derivados de celulose para tratamento de arte em papel antigo, com potencial para pinturas a óleo, têxteis e murais. Derivados celulares são renováveis e de baixo teor de toxidade.

Potencial futuro e desafios

Revisões revisitam técnicas ao longo do tempo sem danificar a obra, graças a propriedades adesivas e reforço com nanocelulose. Aplicações em murais visam revestimentos resistentes à água e respiráveis, mantendo integridade do material.

Pesquisas destacam que, mesmo com inovações químicas, a prática interdisciplinar exige diálogo entre conservadores, historiadores e cientistas. O objetivo é enfrentar desafios da mudança climática e da evolução tecnológica.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais