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Como a IA padroniza a expressão e o pensamento das pessoas

Cientistas alertam que IA padroniza fala e pensamento, reduzindo criatividade e diversidade; pedem inclusão de pluralidade global nos modelos

Inteligência Artificial (IA): chatbots estão padronizando a forma como as pessoas falam, escrevem e pensam — Foto: Finelightarts para Pixabay
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Os chatbots de inteligência artificial podem estar padronizando a forma como as pessoas falam, escrevem e pensam. A hipótese aparece em um estudo publicado em meados de março na revista Trends in Cognitive Sciences, realizado por pesquisadores da Universidade do Sul da Califórnia.

Os autores apontam que, conforme mais pessoas usam esses sistemas, a diversidade de estilos, perspectivas e raciocínio tende a encolher. Ao polir textos com IA, a individualidade linguística pode se perder.

A preocupação vai além da escrita: pode alterar o que é considerado discurso confiável, perspectiva correta e bom raciocínio. A homogênea expressão pode afetar a pluralidade de ideias no conjunto social.

Desdobramentos e recomendações

A equipe observa que os LLMs tendem a refletir valores de sociedades ocidentais, instruídas e economicamente privilegiadas, o que gera enviesamento na produção de conteúdos. Diversidade de contextos é indicada como necessária.

Estudos citados no texto sugerem menor alcance de variedade nas respostas dos modelos, em comparação com produção humana. Mesmo quem não usa IA pode sentir pressão para alinhar-se aos padrões gerados pelos demais.

Para mitigar riscos, os pesquisadores defendem a inclusão de pluralidade global nos dados de treinamento. A ideia é preservar a criatividade humana e fortalecer o raciocínio dos sistemas sem perder diversidade.

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