O dente do siso, ou terceiro molar, é o último a nascer, geralmente entre 17 e 25 anos. Em cerca de 20% a 25% das pessoas, um ou mais sisos não se desenvolvem, indicando que a ausência é uma variação natural.
A falta de espaço na arcada é a principal razão. Como a mandíbula encolheu ao longo das gerações, muitos sisos não nascem ou não se desenvolvem plenamente, o que pode impedir o nascimento do dente.
Quando o siso cresce de modo inadequado, pode inclinar, ficar preso dentro do osso ou não romper a gengiva, elevando o risco de dor, inflamação e infecções.
A evolução humana explica parte das complicações. Alimentação mais macia reduziu a exigência mastigatória, mas o número de dentes não acompanhou essa mudança, gerando casos com siso ausente ou mal posicionado.
Mesmo com presença do dente, a higiene pode ficar comprometida se ele nasceu em posição difícil, contribuindo para cáries e danos aos dentes vizinhos.
Nem todo siso precisa ser removido. Quando está mal posicionado ou oferece risco aos demais dentes, a extração pode ser a melhor opção; já quem não tem o dente costuma evitar complicações frequentes em consultório.
A notícia foi elaborada por Daniela Begas, com base em estudos da área odontológica. A orientação para pacientes é buscar avaliação com profissional de saúde bucal para esclarecer necessidade de monitoramento ou intervenção.
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