O que apontou o estudo é que crianças em dietas vegetarianas podem manter um cardápio equilibrado, desde que haja monitoramento profissional e suplementação quando necessário. A conclusão, publicada em dezembro na revista Critical Reviews in Food Science and Nutrition, baseia-se em uma meta-análise.
Foram reunidas 59 pesquisas em 18 países, avaliando 48.628 indivíduos com menos de 18 anos. Entre eles, 7.280 ovolactovegetarianos, 1.289 veganos e 40.059 onívoros, com foco em parâmetros de crescimento, composição corporal e marcadores sanguíneos.
Os resultados mostram que, comparadas às crianças onívoras, as ovolactovegetarianas tinham menor ingestão de energia, proteína, gordura, B12, vitamina D e zinco, mas maior consumo de fibras, ferro, folato, vitamina C e magnésio. Já nos veganos, destacou-se a menor ingestão de cálcio.
Principais achados
A pesquisa aponta que a suplementação é fundamental para dietas veganas, especialmente para garantir micronutrientes essenciais ao crescimento infantil. Autores também ressaltam a necessidade de acompanhamento próximo do crescimento e da saúde metabólica.
Ao avaliar crescimento e composição corporal, houve menor estatura e massa óssea entre vegetarianos e veganos. Em contrapartida, houve tendência de níveis mais baixos de colesterol total e LDL nesses grupos.
A equipe técnica do estudo destaca que a prática clínica costuma observar deficiência de B12 sem suplementação, ferritina baixa e desaceleração do crescimento em pacientes veganos, reforçando a necessidade de monitoramento nutricional ativo.
Nutrientes de atenção
Pesquisas apontam que dietas bem planejadas podem ser seguras para crianças. A recomendação é buscar orientação nutricional adequada e manter adesão à suplementação quando indicada.
Entre os nutrientes que exigem atenção, destacam-se: vitamina B12, vitamina D, ferro, zinco e cálcio. Esses componentes são cruciais para o crescimento, imunidade e saúde óssea das crianças em fase de desenvolvimento.
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