O total de borboletas monarca na América do Norte subiu em 2025, representando um aumento de aproximadamente 64% em relação ao ano anterior. As populações foram divididas entre ocidente e oriente, conforme a localização relativa às Montanhas Rochosas.
Apesar do avanço, as monarcas continuam sob risco de extinção. As estimativas oficiais mostram declínio de 80% para as monarcas orientais desde os anos 1980 e de mais de 95% para as ocidentais desde a mesma década. As populações não migratórias não são consideradas ameaçadas.
Dados do refúgio invernal
A totalidade da população oriental hiberna nas florestas de abeto oyamel, na região central do México. A área ocupada pelos indivíduos serve de base para estimar o tamanho da população.
Durante o inverno de 2024-2025, as monarcas ocuparam 1,79 hectares. Em 2025, essa área aumentou para 2,93 hectares, correspondendo a mais de 61 milhões de borboletas, segundo a diretora executiva da Monarch Joint Venture, Wendy Caldwell.
A contagem é baseada na área coberta pelas borboletas, com a literatura científica aceitando, em média, 21 milhões de monarcas por hectare como referência. A migração completa envolve quatro gerações, ligando México, Canadá e EUA.
Avanços e desafios na conservação
Grandes esforços têm sido realizados para proteger o habitat de inverno no México. Segundo María José Villanueva, da WWF México, houve queda quase total do desmatamento ilegal na zona central da Reserva de Biosfera da Monarca desde 2008, o que permite proteção do ambiente hibernante.
Mesmo com o crescimento de 2025, especialistas alertam que, para a sobrevivência a longo prazo, as monarcas orientais precisam ocupar pelo menos 6 hectares de floresta, objetivo que ocorreu apenas uma vez na última década.
Perspectivas para a recuperação
Diversos fatores contribuíram para o declínio, incluindo perda de habitat de lavoura e plantas de néctar, mudanças climáticas, eventos climáticos extremos e pressões humanas. A conservação requer restauração ambiental ampla e conectada, distribuída por diferentes usos do solo.
Wendy Caldwell reforça a necessidade de ações coordenadas e contínuas, com restauração em grande escala e expansão de habitats em áreas urbanas e rurais, bem como integração de habitats em terras agrícolas. Tais ações já ocorrem, mas exigem ampliação constante.
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