O sítio arqueológico Alexandria on the Tigris, em torno de Basra, teve as escavações adiadas por causa da guerra em curso. A cidade foi fundada por Alexandre, o Grande, em 324 a.C. e fica perto da fronteira com o Irã. Pesquisas recentes foram divulgadas pela Universidade de Konstanz em janeiro.
Segundo Stefan Hauser, professor de arqueologia, o espaço aéreo do Iraque está fechado e o acesso fica restrito. O plano inicial de trabalhos geofísicos precisou ser suspenso. Há expectativa de reaplicar para o outono, caso as condições melhorem.
Imagens de drone e levantamentos geofísicos indicaram quatro áreas civis em uma metrópole de cerca de 500 km², incluindo um distrito residencial, um palácio e um porto fluvial com oficinas. A fortificação serviu de linha defensiva na guerra Irã-Iraque.
A história do local envolve rastros de ocupação militar; o muro fazia parte de defesas da região. Pesquisas anteriores destacam mudanças na superfície causadas por trincheiras e proteção de tanques, documentadas pela pesquisadora Mary Shepperson.
O projeto Alexandria on the Tigris tem participação da Universidade de Bagdá e da Autoridade de Antiguidades do Iraque. A interrupção da pesquisa acompanha o contexto de instabilidade regional e da atual disputa militar, com impactos em atividades científicas.
A comunidade acadêmica aguarda a retomada das investigações, já que o sítio pode reconfigurar a compreensão sobre o Império Parta e as redes de comércio de longa distância na Antiguidade. A continuidade depende da evolução da segurança na região.
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