A descoberta de uma semente de uva com 600 anos de idade em sanitários de um hospital medieval em Valenciennes, no norte da França, mostra que Pinot Noir já existia na época. A semente foi analisada geneticamente e mostraidêntica aos Pinot Noir usados hoje.
O estudo, publicado na Nature Communications, envolve o uso de dados de 54 sementes de Bronze Age a Idade Média. O trabalho aponta que a variedade permaneceu quase intacta ao longo dos séculos, graças à propagação vegetativa por estacas.
Segundo Ludovic Orlando, palioengeneticista e coautor da pesquisa, os resultados indicam que Joan of Arc já poderia ter comido a mesma uva que bebemos hoje. A equipe também mapeou a circulação de variedades por vias mediterrâneas.
A análise sugere que Pinot Noir se espalhou mantendo características essenciais por meio de clonagem. Técnicas como estacas ajudaram a preservar traços da variedade ao longo de séculos, mesmo com mudanças climáticas.
A pesquisa também destaca trocas de variedades entre França, Mediterrâneo e áreas como Espanha, Bálcãs, Cáucaso e Oriente Médio. Os pesquisadores enfatizam que a propagação vegetativa teve origem no meio da Idade do Ferro.
História do DNA do vinho
O estudo utiliza sementes desde a Idade do Bronze até a Idade Média para traçar uma árvore genealógica de uvas francesas. Os dados ajudam a entender conexões históricas entre vinhedos e técnicas de cultivo preservadas até hoje.
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