A missão Artemis II, da Nasa, está prevista para decolar em breve com quatro astronautas a bordo, em um voo tripulado ao redor da Lua. A Supervisão ocorre na Sala de Controle de Lançamento 1, no Centro Espacial Kennedy, na Flórida, com foco em dados, decisões e critérios de autorização de lançamento.
A equipe de controle é chefiada por Charlie Blackwell-Thompson, diretora de lançamento do programa Exploration Ground Systems. Ela autorizaria a decolagem 49 horas e 15 minutos antes do lançamento, avaliando condições como temperatura, vento e estado do veículo. Artemis II será o primeiro voo tripulado do programa em 50 anos.
Blackwell-Thompson já conduziu lançamentos da Artemis I, a missão não tripulada que circulou a Lua em 2022. Atua há 30 anos na Nasa e lidera a contagem regressiva, além de coordenar o abastecimento de propelente e critérios de autorização que definem se o lançamento avança ou é adiado.
Ao iniciar a contagem, a Sala de Controle de Lançamento fica em silêncio intenso. A decisão final depende de vários dados em tempo real, como desempenho dos sistemas da nave e condições de voo. A equipe trabalha para confirmar que tudo está pronto para voar.
Ao tocar o sinal verde, o foguete Space Launch System com a cápsula Orion é lançado. Em Houston, a equipe de diretores de voo assume a supervisão até o retorno da Orion ao Oceano Pacífico, aproximadamente 10 dias após o lançamento.
A transição entre controle de lançamento e controle de missões ocorre com treino constante. Diretores de voo monitoram a nave durante a injeção translunar, após a qual a Orion contorna a Lua e retorna ao planeta. A comunicação com a cápsula é mantida pelo CapCom.
Entre os desafios técnicos, a equipe avalia como a Orion operará com astronautas a bordo. Questionamentos sobre remoção de dióxido de carbono, funcionamento do sistema de geração de água e gestão de resíduos serão observados nas primeiras horas de operação.
A missão prevê que, cerca de 24 horas após a decolagem, o propulsionador da Orion seja acionado para estabelecer a trajetória translunar. O momento crítico pode ocorrer quando a cápsula ficar sem contato direto com a Terra durante a passagem atrás da Lua.
O período de ausência de comunicação dura cerca de 45 minutos, momento em que a tripulação pode registrar imagens marcantes. A expectativa é de continuidade das operações assim que a Orion reaparecer e retomar o contato com o chão.
Stan Love atua como CapCom, garantindo instruções claras à tripulação. O diretor de voo Rick Henfling descreve a reentrada como o trecho final, próximo ao pouso no Pacífico, com suporte técnico para eventuais dúvidas da tripulação.
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