O consumo de vinho pode apresentar menos riscos cardíacos do que outras bebidas alcoólicas, aponta um estudo apresentado em um congresso da American College of Cardiology. A pesquisa envolveu 340 mil pessoas ao longo de 16 anos.
Os pesquisadores analisaram dados do UK Biobank, coletados entre 2006 e 2022, com 500 mil voluntários entre 40 e 69 anos. Focaram em padrões de consumo e causas de mortalidade por doença cardiovascular.
Consumidores moderados de vinho apresentaram menor risco de morte por doença cardíaca. Em comparação com não consumidores ou consumidores ocasionais, o risco caiu cerca de 21%. Já bebidas destiladas, cerveja e cidra mostraram aumento de até 9% no mesmo indicador.
Entidades envolvidas e método
A equipe foi liderada pelo professor Zhangling Chen, de um hospital na China. A análise utilizou amostras biológicas anonimizadas e dados de saúde de participantes, com a medição do consumo em gramas de álcool puro por dia e por semana.
A pesquisa distinguiu categorias: não consumidores, consumidores ocasionais, diários e de alto consumo. Houve variações significativas entre vinhos e outras bebidas, mesmo com a igualdade de 14 gramas de álcool por porção.
Por que o vinho apresentou vantagem
O vinho tinto contém polyfenóis e antioxidantes presentes nas uvas, associados à saúde cardiovascular. Em geral, o consumo de vinho acontece durante as refeições, o que tende a retardar a absorção de álcool.
Segundo o resumo da ACC, quem bebe vinho moderadamente pode ter alimentação mais adequada e hábitos de vida mais saudáveis, em comparação com quem não consome ou consome bebidas alcoólicas com menos moderação.
Observações sobre o contexto de consumo
A prática de beber destilados, cerveja ou sidra fora das refeições pode acelerar a absorção de álcool e associar-se a fatores de estilo de vida menos saudáveis. A conclusão aponta que o tipo de bebida influencia o risco cardiovascular, além da quantidade.
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