A pesquisa, publicada na revista Nature, aponta que cães europeus modernos herdaram traços de animais pré-agrícolas. O estudo é liderado por Anders Bergström e baseia-se em DNA antigo de centenas de fósseis. As amostras foram coletadas na Europa e regiões vizinhas.
Os cientistas reconstruíram a evolução canina e a relação com os humanos ao longo de mais de 14 mil anos. Entre os avanços, destacam-se a identificação de cães com mais de 14.200 anos e a diferenciação entre cães e lobos antigos.
Os resultados sugerem uma origem comum ligada a lobos da Eurásia Oriental, com influência direta de cães pré-agrícolas nas raças atuais. A pesquisa indica que a domesticação ocorreu antes da agricultura.
Origem antiga dos cães
A análise genética mostra que cães já conviviam com grupos humanos no fim da Era Glacial. Não houve surgimento exclusivo na Europa; todas as linhagens parecem compartilhar ancestralidade com lobos do leste da Eurásia.
Domesticação e continuidade
Alguns fósseis classificáveis como cães foram reclassificados como lobos, pela ciência genética. Outros exemplares, entre os mais antigos, foram confirmados como cães, reforçando a ideia de domesticação antiga e comum.
Impacto na genética atual
Mesmo com a chegada de culturas agrícolas do sudoeste asiático, cães pré-agrícolas permaneceram ativos na formação genética de populações posteriores. Traços herdados persistem em diversas raças modernas.
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