Ferdi Alici, fundador do estúdio Ouchhh, estará entre os palestrantes do São Paulo Innovation Week, de 13 a 15 de maio. O evento reúne tecnologia, inovação e empreendedorismo em espaços como a Mercado Livre Arena Pacaembu e a Faap. Alici atua na interface entre arte, ciência de dados e inteligência artificial.
Ouchhh é reconhecido por usar IA e dados para criar obras em ambientes físicos e digitais. A equipe envolve engenheiros, cientistas de dados, programadores e artistas, e já desenvolveu projetos com marcas globais como Bulgari, Nike e Ferrari. Em 2024, a companhia enviou à lua uma obra criada com IA, resultado de uma parceria com o Human Cell Atlas e a CERN.
A linha de trabalho do estúdio parte da ideia de que o dado pode ser tinta e o algoritmo, pincel. Alici afirma que a IA funciona como parceira criativa, não como ferramenta única, e que o processo envolve engenharia reversa para ampliar as possibilidades criativas. A prática inclui dados de diversas origens, incluindo ciência, espaço e mudanças climáticas, e busca integrar o público em tempo real às obras.
Entre os projetos, destaca-se uma colaboração com a CERN para transformar dados do projeto Dark Machine em experiências poéticas, conectando ciência e arte. O artista ressalta que a arte pode ser democrática, acessível a diferentes formatos e meios, indo além das paredes de museus. O objetivo é manter a história e o significado por trás da obra, independentemente da mídia.
A experiência imersiva baseada em Van Gogh, criada pela Ouchhh, gerou debates sobre o papel da IA na arte. Alici enfatiza que a criatividade está na ideia e na tomada de decisões artísticas, não apenas nos códigos da IA. Em Milão, a equipe integrou milhares de pintores italianos a uma instalação 360º, ampliando o conceito de parceria entre tecnologia e legado histórico.
Ferdi cita ainda que o projeto Human Cell Atlas, enviado à lua, busca explorar como a máquina percebe os dados de células humanas em duas escalas distintas: humana e nanométrica. Esse paralelismo entre micro e macro reforça a proposta de transformar dados científicos em experiências estéticas, com a participação de pesquisadores de NYU, MIT e Harvard.
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